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O fim do gigante da Marinha Brasileira. O NAe São Paulo vai virar sucata na Turquia.

Atualizado: 16 de set. de 2021

Por Paula Azzar Mariosa







Dia 28 de abril de 2001, eu e uma equipe de televisão documentamos a chegada do Navio Aeródromo ao Brasil.

O porta-aviões chegou em Santos escoltado pelas fragatas ‘Niterói’ e ‘Rademaker’.





Em março deste ano o porta-aviões foi arrematado em um leilão por pouco mais de 10 milhões de reais. O comprador foi o estaleiro turco Sok Denizcilikve Tic que garantiu que a embarcação será descartada de forma segura e adequada ao meio ambiente, respeitando as resoluções da Organização Marítima Internacional (IMO) e Convenção de Basileia.

O porta-avião foi construído na França nos anos 60. Ele se chamava FS Foch, em homenagem a Ferdinand Foch, comandante das tropas aliadas durante a Primeira Guerra Mundial.

O modelo, da Classe Clemenceau, tem 265 metros de comprimento e 51,2 m de largura e um calado de 8,6m podendo alcançar 10m quando carregado. Consegue uma propulsão com velocidade máxima de até 32,5 nós e uma capacidade de transportar até 40 aeronaves de asa fixa e helicópteros.




O Foch foi comprado em 2000 por 12 milhões de dólares para substituir o Nae Minas Gerais. Com duas pistas equipadas com catapultas, chegou ao Brasil em 2001 dando status ao país de ser o único da América Latina, e um dos poucos países no mundo, a ter esse tipo de embarcação. Mas o gigante passou mais tempo atracado na Ilhas das Cobras, Rio de Janeiro, que navegando. Em 2005, foi estacionado na base para vários reparos, e só voltou ao mar em 2011. Em 2012, um incêndio próximo a um dos alojamentos de bordo onde estavam quatro tripulantes, deixou um marinheiro morto e dois feridos. O encouraçado parou de vez em 2014.

Em 14 de fevereiro de 2017, a Marinha Brasileira decidiu desativar por completo o porta-aviões, alegando que o custo da modernização foi considerado excessivo pelo Almirantado, superando a marca de 1 bilhão de reais.



O porta-avião foi um grande guardião de nossas riquezas. Tinha capacidade de cobrir uma distância de até 18 mil Km, o dobro do tamanho do litoral do Brasil. Vale lembrar que a Amazônia Azul tem 5,7 milhões Km2 e abriga 90% do petróleo e gás extraídos no país, além de 90% das exportações brasileiras atravessarem as fronteiras pelo mar.



Imagem de abertura: https://www.airway.com.br/.

Fotos: Marinha do Brasil

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